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domingo, 1 de janeiro de 2012

paisagem estirada no chão

levanto

o vento vai
arrastando sua memoria das coisas do mundo

partir-culas
acumulam
arranha a curva
do comodo único

ângulos agudos
atropelam
o folego

me crio entre a pia
e o colchão mofado

a janela aberta
não reflete
a porta fechada

me armo de ar

ver o vento
fere


Fernnada Tatagiba

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